Qual é o seu limite?

Para alguns os limite é a linha máxima aonde se consegue chegar... Para outros o limite é aquela linha extrema que quando ultrapassada encontra-se paz.

Íngrid Betancourt – a colombiana que mobilizou o mundo após permanecer 6 (cruéis) anos refém das FARC ultrapassou quaisquer limites, sobreviveu, e divide um pouco desta experiência e como isso tudo lhe deu uma nova visão sobre prioridades (em entrevista a Marcos Braga, presidente da HSM).

A transformação

“Demorei para aceitar o seqüestro e as regras do jogo impostas pela guerrilha. Demorei para entender que precisava me posicionar perante mim mesma. Mas entendi. Por exemplo, passei por uma mudança espiritual diante da possibilidade real da morte, tive de saber se eu acreditava em um Deus. Eu pensava: Não pode existir um Deus! Por sorte tive acesso a uma Bíblia e lendo-a consegui responder a muitas de minhas perguntas. Isso me obrigou a revisar todas minhas condutas. A primeira coisa é que administrei meu tempo e criei a rotina da meditação, o que me levou a uma transformação de caráter. Eu era impaciente, voluntariosa, tinha dificuldade de ouvir os outros; hoje, consigo prestar mais atenção a minha volta e agir de forma consensual. Isso mudou minhas prioridades na vida e minha própria definição de felicidade: para mim, tinha a ver com sucesso – escalar cargos públicos e realizar projetos – e hoje se resuma à palavra “repouso”; trata-se de uma serenidade d´alma.”

A rotina

“Mergulhamos na lama de fato. Nenhum de nós (ex-reféns) teve comportamento exemplar no cativeiro. Queríamos ser heróis, mas éramos só humanos, feridos em sua dignidade, sempre acorrentados e submetidos à pressão e à manipulação das FARC. Mas prefiro lembrar os diamantes que também houve ali, momentos extraordinários, em que fomos generosos e salvamos a vida uns dos outros.”

A lição

“Eu me convenci de que não são as leis que vão mudar o mundo, nem os políticos, nem os presidentes, nem os Congressos. O mundo vai mudar se conseguirmos sentir compaixão pela dor alheia, se nos abrirmos ao outro, se soubermos nos colocar em sua pele, se culparmos menos e perdoarmos mais.”

E você, já pensou sobre qual é o SEU limite?

2 comentários:

Jefhcardoso disse...

Meu Deus! Que depoimento fortíssimo este de Ingrid Betancourt! Eu vi tanta coisa sobre ela, mas a estes trechos eu não havia contemplado. A lição que ela tirou de tanto sofrimento é algo extraordinário. Temos que nos compadecer do outro que sofre

Convido para que leia e comente algo no http://jefhcardoso.blogspot.com/ Espero que curta. Valeu!

“Que a escrita me sirva como arma contra o silêncio em vida, pois terei a morte inteira para silenciar um dia” (Jefhcardoso)

Viviane Leme disse...

Pois é, esse foi só um "mini" resumo que consegui fazer após ler a reportagem completa na revista HSM MANAGEMENT que aliás indico que leia completa, é muito forte!
;)

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